Quando voltares traz uma mão cheia de flores…

…e na outra toda a saudade que te tenho. Vem livre, leve, com um sorriso no rosto consequente da tristeza que deixaste para trás. Guarda, no bolso da ganga rasgada, fotos de ruas tão vazias de nós e entrega-mas quando achares que eu mereço. Prometo escrever-lhes no verso versos teus, sem a pontuação que te permite respirar. Traz os aromas e os sabores, adoça-me a alma tão amarga de ausências. Quando voltares conta-me todas as histórias, os segredos mais bem guardados e diz-me que nada é o mesmo sem mim. Eu vou fingir que acredito, diz-me! Soletra-me a palavra A M O R enquanto contas os meus sinais na pele que pede por ti. Eu vou fingir que não partes mais, soletra-me! Quando voltares promete-me uma constelação de estrelas, numa visão de que nada é impossível como eu insistia em te ver. E nessa infinidade de possibilidades da noite se fará dia sem eu ter nada a temer. Quando voltares traz a surpresa nos olhos e revela-me que o mundo afinal é tão imenso que de todas as próximas vezes me levarás contigo. E que essa curiosidade não é só é do mundo, é também de mim, desta outra imensidão. Quando voltares vem de braços abertos, que será para ti que eu corro para te libertar do que trazes nas mãos.

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