“Seremos sempre amor.”

Seremos o abraço apertado, o beijo repenicado, o pedido de desculpa, o desejo de um dia feliz – mesmo que longe. Seremos o telefonema quase adormecido só para que o outro lado não adormeça de madrugada enquanto conduz. Seremos um convite após o outro mesmo sabendo que a resposta é não, o “hoje é por minha conta” fora de ocasião, uma simples boleia só para aproveitar a conversa pelo caminho. Seremos a ausência de perguntas mesmo quando a curiosidade é maior, a compreensão de nem sempre se saber em primeira mão, o aplauso no derradeiro momento em que o sonho acontece. Seremos a saudade que aperta, a mensagem que aproxima e a presença que contraria o cordial “um dia destes”. Seremos a mesa cheia de sorrisos, as gargalhadas francas, as batatas fritas que até então “minhas” passam a ser “nossas”. Seremos a esperança que se divide, os que defendem que é possível e que jamais se pode deixar de acreditar. Os que ligam para serem honestos mesmo quando dói, os que ficam sem dormir quando a consciência desassossega. Os que têm consciência. Seremos o “sim” precipitado quando entramos nas aventuras que não são nossas, o “lembras-te?” seguido de cumplicidade e de histórias, estórias, tantas histórias. Seremos sempre dos que ficam, e quando não ficam, seremos dos que voltam por amor. “Seremos sempre amor.”

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